“Eu precisava fazer alguma coisa que me desse prazer”, diz Hérika Skaff no Fábrica de Chefs
No Suhai Music Hall, chef falou sobre sua trajetória, a descoberta da gastronomia e as características da carne de vaca velha
A gastronomia como caminho de reconstrução pessoal marcou a conversa entre a chef Hérika Skaff e o jornalista e apresentador Danilo Rasquinho. A entrevista aconteceu nesta segunda-feira, 21 de setembro, durante o Fábrica de Chefs, no Suhai Music Hall, em São Paulo.
Consultora gastronômica e uma das sócias do evento, Hérika compartilhou experiências profissionais e relembrou os acontecimentos que a aproximaram da cozinha. Além disso, explicou características da carne de vaca velha, ingrediente que apresentou durante sua participação no palco.
Com perguntas diretas e momentos de descontração, o bate-papo alternou curiosidades culinárias e relatos pessoais. A chef também destacou experiências de inclusão que marcaram o início de sua trajetória.
Da pesquisa científica à gastronomia
Antes de trabalhar com gastronomia, Hérika construiu uma carreira na área científica. Durante a entrevista, contou que se formou em biologia, concluiu mestrado em genética molecular e atuou durante anos com pesquisa.
A mudança de profissão ocorreu após a morte da filha, aos 26 anos, em decorrência de um câncer. Ao recordar esse período, relatou que buscou uma atividade capaz de proporcionar prazer em meio ao luto.
Assim, começou um curso de gastronomia como hobby. O contato com as aulas, no entanto, abriu espaço para uma nova trajetória profissional.
“Eu entrei na gastronomia por um hobby”, afirmou. Segundo ela, quatro meses depois, já participava de eventos ao lado dos professores.
Hoje, considerando sua atuação na cozinha e como proprietária de negócios, Hérika afirmou que soma quase duas décadas no setor.
Sabor e identidade na cozinha
Durante o Fábrica de Chefs, Danilo Rasquinho também perguntou sobre o preparo apresentado pela entrevistada. Em tom bem-humorado, lamentou não ter experimentado a receita.
Hérika explicou que a chamada carne de vaca velha vem de animais mais velhos. Segundo sua descrição, o sabor intenso diferencia esse produto das carnes de animais jovens.
A chef também destacou a gordura como uma característica que valoriza nessa carne. Para traduzir sua percepção, comparou a textura à manteiga.
Na conversa, afirmou que restaurantes e casas especializadas em carnes de São Paulo já trabalham com o produto. Também comentou seus planos de ampliar a presença do ingrediente no interior paulista.
Ao final desse assunto, ficou uma promessa: preparar um prato para o apresentador experimentar.
Experiências de inclusão e troca de conhecimento
Entre as lembranças do início da carreira, Hérika citou a participação em uma iniciativa chamada Feijoadown, que envolvia alunos com síndrome de Down.
Segundo seu relato, a experiência teve papel importante no vínculo que desenvolveu com a profissão. Ela descreveu aqueles encontros como momentos especiais de sua trajetória.
O ambiente da entrevista também dialogou com a proposta do evento. Segundo a organização, o Fábrica de Chefs aborda técnica culinária, carreira, gestão, hospitalidade e empreendedorismo.
Nesse contexto, a conversa apresentou diferentes dimensões da trajetória de Hérika: a formação científica, a mudança profissional e as experiências que encontrou na cozinha.
Para acompanhar seu trabalho, a chef indicou o Instagram e os canais do Fábrica de Chefs, projeto do qual participa como sócia.




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