“Representar o Neguinho da Beija-Flor é uma honra”, afirma Izak Dahora
Gardênia Cavalcanti recebeu Izak Dahora e Luiz Antonio Pilar no “Vem com a Gente”, da Band Rio, para falar sobre musical
A trajetória de Neguinho da Beija-Flor ganhou destaque no programa “Vem com a Gente”, da Band Rio, nesta sexta-feira (18). A apresentadora Gardênia Cavalcanti recebeu o ator Izak Dahora e o diretor Luiz Antonio Pilar para uma conversa sobre teatro, samba e carnaval.
Durante a atração, os convidados apresentaram detalhes de “O Neguinho da Beija-Flor – Musical”. O espetáculo está em cartaz no Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro. A montagem percorre diferentes momentos da vida e da carreira do consagrado sambista.
Izak Dahora assume o papel de Luiz Antônio Feliciano Marcondes, conhecido nacionalmente como Neguinho da Beija-Flor. Para o ator, interpretar uma figura tão ligada à cultura brasileira envolve responsabilidade, respeito e admiração.
“Representar o Neguinho da Beija-Flor é uma responsabilidade que não me causa medo, pois a figura dele é de muita alegria”, declarou Izak.
Na sequência, ele destacou a dimensão pessoal do trabalho. “Para mim é uma honra mesmo de interpretar esse homem, Luiz Antonio Feliciano Marcondes”, completou.
Izak Dahora celebra responsabilidade de interpretar Neguinho
“Representar o Neguinho da Beija-Flor é uma honra” sintetiza a relação de Izak Dahora com o personagem que leva aos palcos. A montagem acompanha o sambista desde a infância até sua consolidação como uma referência do carnaval brasileiro.
O desafio também envolve representar cinco décadas de uma trajetória diretamente relacionada à Beija-Flor de Nilópolis. Neguinho permaneceu durante 50 anos como voz oficial da escola e participou dos 15 títulos conquistados pela agremiação nesse período. Ele encerrou esse ciclo em 2025.
Além disso, o repertório ajuda a conduzir a narrativa. A produção reúne mais de 30 músicas e recupera diferentes momentos da carreira do cantor e compositor.
Luiz Antonio Pilar revela processo de construção do musical
Durante a entrevista, Luiz Antonio Pilar explicou o desafio de selecionar acontecimentos para uma história tão extensa. O diretor ressaltou que muitos episódios poderiam integrar outra produção.
“Neguinho é um manancial, então daria para fazer um segundo espetáculo com histórias que ficaram para fora”, afirmou Pilar.
Segundo o diretor, entretanto, a montagem consegue construir um panorama amplo da trajetória. “A gente consegue contar da infância até o último ano que ele tá na avenida”, acrescentou.
Com texto do jornalista Aydano André Motta, o espetáculo tem duração aproximada de 110 minutos. A produção reúne música, dramaturgia e elementos ligados ao universo do carnaval.
Gardênia Cavalcanti destaca legado para o samba
Ao lado dos convidados, Gardênia Cavalcanti também ressaltou a relevância cultural do homenageado. Para a apresentadora, a história de Neguinho merece ocupar outros espaços artísticos além da avenida.
“Ele foi um dos maiores intérpretes de samba-enredo do nosso Brasil. É maravilhoso, cantor, compositor e merece muito ter a sua trajetória contada”, afirmou Gardênia.
A fotografia do encontro no estúdio mostra Gardênia entre Luiz Antonio Pilar e Izak Dahora, em clima descontraído após a participação no programa.
Musical segue em cartaz no Rio de Janeiro
“O Neguinho da Beija-Flor – Musical” estreou em 10 de setembro e permanece em cartaz até 1º de novembro de 2026. As apresentações acontecem no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.
As sessões ocorrem às quintas e sextas-feiras, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. A classificação indicativa é de 14 anos. Os ingressos variam entre R$ 15 e R$ 80.
Assim, o espetáculo transforma a trajetória de Neguinho da Beija-Flor em memória teatral. Ao mesmo tempo, apresenta às novas gerações capítulos importantes de uma carreira construída entre música, samba, carnaval e cultura popular brasileira.




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