José Roberto Marques completa 60 anos e expande estudos da mente
Cientista e criador da Psicologia Marquesiana apresenta nova abordagem sobre a consciência e o comando das forças internas
A consciência permanece entre os temas mais complexos investigados pela ciência contemporânea. A American Psychological Association define o conceito como o estado de percepção de estímulos internos ou externos, destacando que sua compreensão envolve diferentes perspectivas e debates científicos. Em paralelo, os estudos sobre cognição analisam processos vitais como percepção, memória, raciocínio, julgamento e resolução de problemas, reforçando a imensa amplitude das questões relacionadas ao funcionamento da mente humana.
É exatamente nesse campo profundo de investigação que o cientista José Roberto Marques inicia uma nova e marcante fase de sua trajetória profissional. Ao completar 60 anos de idade, o criador da Psicologia Marquesiana, abordagem que vem conquistando reconhecimento e premiações em diversos países, como Portugal, apresenta desdobramentos inovadores desenvolvidos a partir de décadas de estudos práticos e teóricos dedicados ao comportamento humano.
O novo lado da consciência e as forças internas
“A Psicologia Marquesiana agora estuda outro lado da consciência”, afirma Marques com convicção. Esta nova etapa parte da expansão de um pilar já consolidado pelo autor: a premissa de que o ser humano não opera a partir de uma identidade única, mas sim de diferentes forças internas que disputam espaço na forma como pensamos, sentimos e agimos. Aprofundando essa percepção, a nova investigação propõe que a consciência não esteja presente apenas no momento em que tomamos uma decisão, mas na capacidade singular de perceber quem, exatamente, dentro de nós está assumindo o comando daquela escolha.
A aplicação prática dessa teoria começa com um questionamento simples, porém revolucionário para o cotidiano: “Quem está vivendo este momento por mim?”. Antes de responder a uma mensagem urgente, iniciar uma discussão, realizar uma compra por impulso, desistir de um objetivo ou tomar uma decisão corporativa importante, o indivíduo é convidado a interromper o modo automático.
“O que estamos começando a perceber é que muitas pessoas não precisam apenas entender por que fizeram algo. Elas precisam descobrir quem assumiu o comando quando aquilo aconteceu. Essa mudança de pergunta pode transformar a relação com a própria consciência,” destaca José Roberto Marques.
Autoconhecimento e o marco dos 60 anos
Quando o indivíduo percebe qual força interna está conduzindo a sua reação, ele deixa de ser um mero espectador refém de impulsos automáticos e conquista a real possibilidade de escolher quem deseja ser naquele exato momento. Essa discussão dialoga diretamente com correntes científicas que há décadas buscam compreender como os processos cognitivos e emocionais participam simultaneamente da experiência vivida.
Marques explica que optou por transformar seu aniversário de 60 anos em um marco para inaugurar essa nova etapa de pesquisas e reflexões. Sua sólida trajetória reúne décadas de atuação no desenvolvimento humano e na criação de metodologias pioneiras voltadas ao comportamento, temas que ganharam protagonismo global em debates sobre liderança, desempenho e relações interpessoais.
A proposta atual é avançar sobre fronteiras ainda pouco exploradas da mente. Ao integrar pensamento, emoção e comportamento sem tratá-los como dimensões isoladas, o cientista consolida um novo capítulo de estudos sobre como a consciência molda aquilo que cada ser humano percebe, sente e constrói ao longo da vida.




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